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7 Dúvidas sobre o Alzheimer

8 dúvidas sobre o Alzheimer

O surgimento da doença de Alzheimer desperta várias incertezas no doente e nos familiares.  Conheça 08 dúvidas frequentes que acometem as pessoas quando os primeiros sintomas se manifestam.

1- Que profissionais devem acompanhar a saúde do doente de Alzheimer?

O doente pode se consultar com neurologistas, geriatras, psiquiatras e até mesmo clínicos gerais. Além disso, é importante, durante o tratamento, que o doente receba o apoio de outros profissionais, como cuidadores familiares,  terapeutas ocupacionais, psicólogos,  nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, dentistas e muito mais. O importante é que o médico escolhido esteja capacitado a dar um diagnóstico amplo e preciso.

2- O que causa o Alzheimer?

O surgimento do Alzheimer está ligado ao acúmulo d e duas proteínas no cérebro: a beta-amilóide insolúvel e a tau. Isso causa a morte das células nervosas.  A presença dessas proteínas no cérebro se espalha progressivamente pelo córtex cerebral, causando a morte dos neurônios e a atrofia das regiões atingidas.  Essas proteínas atacam primeiramente o hipocampo e os lobos temporais, responsáveis pela memória, se espalhando posteriormente por todo o cérebro.

3-  Após o acúmulo das proteínas, em quanto tempo os sintomas começam a surgir?

Acredita-se que esse acúmulo pode acontecer por vários anos antes que os primeiros sintomas comecem a se manifestar. As fases do Alzheimer são dividias em três: inicial, intermediária e final, que vão desde o primeiros sintomas, como perda de memória e confusões, até a total dependência do doente, no último estágio. Em geral, pacientes diagnosticados antes do 65 anos possuem um avanço mais rápido da doença; já em idosos acima dos 80 anos ele se torna mais lento. O idoso pode chegar a viver até 20 anos nessa condição.

4-  Quais são os impactos do avanço do Alzheimer?

Do ponto de vista patológico, o Alzheimer atinge apenas as regiões cerebrais relacionadas à cognição e ao comportamento.  Mas outras alterações podem acontecer em diversas partes do corpo,  como infecções e pneumonias por aspiração. Além disso, a medicação tomada para controlar os sintomas psiquiátricos pode aumentar os riscos de quedas ou problemas cardiovasculares.

5-  O Alzheimer pode avançar com que velocidade?

Não há uma velocidade regular na progressão do Alzheimer. Existem muitas variáveis que podem influenciar em seu avanço, como a idade na hora do diagnóstico, a agressividade da doença, a demora para iniciar o tratamento, outras doenças que podem atingir o idoso e a forma como os familiares cuidam do doente.

Como já dito, é comum que pessoas com menos de 65 anos tenham uma evolução mais rápida da doença. Entretanto, pessoas diagnosticadas com mais de 80 anos costumam ter uma evolução mais lenta.

6- Mulheres estão mais propensas a desenvolver o Alzheimer?

É mais comum vermos mulheres com Alzheimer porque a expectativa de vida feminina é maior que a dos homens, mas a frequência do aparecimento da doença é semelhante em ambos os sexos.

7-  A depressão na terceira idade pode aumentar as chances do idoso desenvolver Alzheimer?

A depressão pode causar alterações cognitivas, o que se torna um fator de risco para o aparecimento do Alzheimer.

 

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8 ComentáriosDeixe um comentário

  • QUERO AGRADECER AO LUCAS E SUA EQUIPE, TEM ME AJUDADO MUITO LER SEUS EMAILS, ORIENTANDO DANDO UM AMPLITUDE DO ASSUNTO, MINHA SOGRA TEM ALZHEIMER, MORA COMIGO,ENQUANTO EU PUDER CUIDAR, MEU MEDO É MAIS TARDE PARA COMER NA ULTIMA FASE, ELA JA TEM DIAGNOSTICADO A 3 ANOS, TEM DIABETES, CARDÍACA, MAS AINDA FAZ SUA IGIENE, PORÉM A MEMORIA ESTA BEM AFETADA, O QUE NOTEI FOI Q DE UNS TEMPOS PRA CÁ, ELE GEME MUITO A NOITE DORMINDO, MESMO TOMANDO REMEDIO PARA DORMIR, MAIS UMA VEZ MUITO OBRIGADA AO CONAZ.

  • Interessante…sempre bom saber coisas à respeito isto agrega muito. As coisas mais difíceis são com relação ao balho, atividades físicas, o restante estamos administrando bem!
    Obrigada!

  • lamentávelmente perdi a minha mãe há +- 7 meses; doente de alzheimer durante uns 20 anos. Muito doloroso para quem tem e para quem cuida, que se vê sem capacidade para cuidar como mais gostaria. No final não falava, não andava, enfim, muito difícil de aceitar esta doença muito injusta para aquela “senhora” que não merecia (ninguém merece). Já parou, que Deus a tenha em descanso :)

  • Meu Deus! me sinto angustiada por estar lidando com esta doença não sei como enfrentar meu esposo tem 56 anos e já estamos lutando desde 2012 as vezes sinto como se eu estivesse enlouquecendo não sei que procedimento tomar, pois ele tem energia e força para trabalhar porem a mente não ajuda aguardo dicas

  • minha mãe está com alzheimer, ainda tem um pouco de consciencia, mas de 1 ano pra cá vem piorando muito, é muito triste ver quem amamos perdendo a noção das coisas….

  • Esses esclarecimentos são muito necessários. Lido com essa doença desde 2002. E foi um grupo “Harmonia de Viver”que deu a nossa família suporte emocional e conhecimento para conviver com essa dor diaria. Estamos conseguindo levar essa situação com mais compreensão, carinho e amor. Por toda ajuda e explicação sobre o assunto é bem vinda, necessária e importante. Agradeço em nome de minha mãe, minha tia em meu próprio nome esses esclarecimentos.

  • Minha mãe partiu para o plano espiritual ha 20 dias. A dor é imensa e a indignação também. Nao existe nenhum profissional da saúde para realmente se empenhar, investir em conhecimento. Há um clichê – todos usam a mesma fala. Minha mãe estava num processo de demência senil. Mas, por conta da falta de médicos competentes, vivíamos de consulta em consulta. Entre uma e outra o espaço era enorme. Ela quebrou o fêmur, vieram es caras enormes – saiu do hospital com elas. A sensação que tenho é da falta de competência médica. O paciente é um campo para testes com remédios. É desolador. Se alguém se interessar, existe um livro de uma australiana sobre o assunto. Eu não tive tempo de terminar de ler. Mas lá as coisas acontecem. Da para nos informarmos sobre o que tem de bom em outros países com excelentes resultados . Custa aprimorar conhecimento e os nossos médicos, de maneira geral, não investem nisso. Só ouvi coisas do tipo – os estudos não são conclusivos, por Isso não saio do que tenho certeza, ou seja, nada..Não desistam. Não tenham medo de procurar novos conhecimentos. A dor de quem cuida é proporcionalmente grande. Todos têm que buscar ajuda. Estou tentando catar os meus cacos. Se precisarem, estou à disposição para fazer da minha experiência algo que possa auxiliar. Abraços a todos.

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