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Conheça os processos cerebrais que ajudam no tratamento do Alzheimer

Conheça os processos cerebrais que ajudam no tratamento do Alzheimer

Sabe aquela sensação de ter visto um conhecido na rua? Aquela pessoa que você não faz ideia se conheceu em tal lugar ou se o rosto é familiar. Essa questão tão comum no dia a dia despertou o interesse de pesquisadores americanos, que descobriram os circuitos cerebrais envolvidos nesse complexo processo de reconhecimento. Além disso, os pesquisadores conseguiram ligar essa descoberta com tratamentos de problemas de memória, dentre eles, o Alzheimer.

Ficou comprovado que a falha no reconhecimento de pessoas e lugares tem origem em um sistema neural que é responsável por fazer a separação entre elementos novos e conhecidos, que são visualizados pelo indivíduo. O estudo usou camundongos como cobaias, por terem a estrutura do cérebro semelhando aos dos humanos.

Para conseguir desvendar esse mistério, os cientistas analisaram nos ratos o hipocampo, região responsável pela memória.  Em estudos anteriores, duas áreas do hipocampo foram apontadas como as responsáveis por esses processos. São elas:

  1. Giro dentado: Responsável por identificar novos estímulos e separá-los de informações já conhecidas.
  2. CA3: Responsável por minimizar pequenas mudanças de uma experiência anterior para que ela não seja classificada como uma “nova informação”.  Esse processo é chamado de chamado padrão de realização.

Esses processos funcionam da seguinte forma: Se você entra em um ambiente redecorado (mas no qual você já esteve antes), o giro dentado forma uma nova memória do local e a envia para o CA3, que deverá ignorar as pequenas alterações e ajudar no reconhecimento do espaço.

Essa incrível descoberta sobre as demais funções do CA3 podem ajudar tratamentos médicos para doenças ligadas a memória, como o Alzheimer.  “Essa é a pesquisa científica básica. Esperamos que, futuramente, ela forneça insights sobre os mecanismos cerebrais de memória, o que pode levar a futuros tratamentos. No entanto, é difícil prever como seriam essas terapias”, destaca James J. Knierim, professor de neurociência no Instituto Zanvyl Krieger.

 

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