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O impacto da música em doentes de Alzheimer

alzheimer e a música
Apesar do declínio na memória, idosos com Alzheimer ainda conseguem se lembrar de músicas que ouviam quando eram jovens; foi comprovado que o ato é uma das únicas frentes que os terapeutas possuem para desacelerar o avanço da doença.

É incrível como a música tem o poder de nos fazer tão bem. Para você ter noção, ela é um dos únicos recursos que os terapeutas têm para fazer frente à progressão da doença de Alzheimer. Apesar de todo o mal que a doença causa no cérebro, e especialmente na nossa memória, grande parte dos doentes de Alzheimer ainda conseguem se recordar do trecho ou melodia de alguma música da qual gostavam – mesmo os doentes em um estágio mais avançado.

Você deve estar se perguntando como isso é possível… Acertei? Pois um estudo recente mostra que uma das causas pode ser o fato de que a música é armazenada em áreas do cérebro diferentes das áreas onde guardamos nossas demais memórias

O grande responsável por esse feito é o chamado lobo temporal. Ele é uma porção do cérebro que vai da têmpora à parte de trás da orelha, capaz de gerir toda a nossa memória auditiva – e isso inclui as canções! Mas, no entanto, o lobo temporal também pode sofrer estragos ocasionados pelo Alzheimer. Então, como pode-se explicar que muitos idosos que possuem a doença não lembrem nem seu nome, mas consigam recordar de um trecho daquela balada que o marcou ainda quando era jovem?

Para tentar responder a essas perguntas, pesquisadores de vários países europeus liderados por neurocientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig (Alemanha), realizaram um experimento. Primeiro, eles procuraram as áreas do cérebro que são ativadas quando ouvimos música. Uma vez localizadas essas áreas, analisaram se, em pacientes de Alzheimer, tais áreas do cérebro apresentavam algum sinal de atrofia ou, ao contrário, resistiam melhor à doença.

O experimento foi baseado na hipótese de que o ato de ouvir música é, para o cérebro, diferente de lembra-se de algo, e que os dois processos atuam diferentes redes cerebrais. As áreas que apresentaram maior ativação ao rememorar as canções foram o giro cingulado anterior, localizado na região média do cérebro, e a área motora pré-suplementar, localizada no lobo frontal.

“As recordações mais duradouras são aquelas ligadas a uma experiência emocional intensa e a música tem uma relação estreita com as emoções; a emoção é uma porta de entrada para lembrar”, diz a musicoterapeuta da Fundação Alzheimer Espanha, Fátima Pérez-Robledo. Os resultados do estudo confirmam isso. “Muitos doentes não lembram o nome de algum parente, mas lembram da letra de uma canção”, diz ela.

É… Além de tocar os corações, a música também trabalha com nosso mente mais do que imaginávamos!

 

 

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18 ComentáriosDeixe um comentário

  • Fiquei chocada, jamais pensei em algo assim…..
    Só de pensar dá um desespero, hoje com minha mãe aos 82 é portadora…mem se compara com alguem na flor da idade ,com filhos pequenos…é desesperador

    • Ivonete,meu pai faleceu com 82 anos em Fevereiro 2015,realmente não é facil,temos que nos adaptar,e sei bem como é.
      Mas mantenha a calma,eles cuidaram da gente uma vida toda,respire fundo,fiz isso muitas vezes como chorei muito tambem,meus filhos aprenderam a ajudar a cuidar do meu pai.
      Contar histórias,ler para ele,ouvir musica ou sair para uma volta pequena.
      E tivemos uma cuidadora para ajudar minha mãe, muita paciência
      beijo grande

  • Estou muito feliz de estar assistindo aqui os resultados atualizados das pesquisas desenvolvidas, de esperanças e contribuições de respostas à melhora da qualidade de vida da pessoa com Alzheimer, bem como àquelas que podem estar apresentando sinais, ou não.. Acredito, até porque é na prevenção que jogo todas as cartas. Acredito em todo caminho que nos leve a revisitar lugares, imagens, sons, sabores, cheiros, jogos de salão, jogos de quadras, danças, teatro, circo, instrumentos musicais, músicas, pinturas, esculturas, cantos infantis, folclore, etc. Acredito que podem estimular todo tipo saudável de sentimentos e habilidades físicas, cognitivas, e manter qualidades físicas necessárias para o seu dia a dia, como a coordenação motora, o ritmo e o equilíbrio, assim como aprender ou resgatar a força, o reflexo, a resistência de maneira prazerosa e lúdica. Estender o tempo do prazer e a alegria de viver em “bando” o máximo possível. É um bem comum com endereço certo.

  • Minha mãe tem Alzheimer há 8 anos, há 2 anos gravei mais de 30 minutos com ela cantando comigo. Hoje, toco todos os dias pra ela, canto suas canções e ela as vezes chora. Na juventude ela foi cantora de rádio, cantou com Nubia Lafayete, Angela Maria, Nelson Gonçalves… hoje é lembrada apenas por nós filhos que moramos com ela.
    Mas a música realmente a deixa feliz.

  • Perdi meu pai com 81 anos com a doença e minha mãe hoje com 87 tb foi diagnosticada. Ainda sofro mto mais gosto se saber das histórias e aprender sempre mais pra fazer o melhor por ela q até hj e meu suporte.

  • É verdade sim, minha mãe foi diagnosticada a 8 anos atrás e apesar de já estar bem esquecida e confusa ainda toca um orgão e canta as suas canções favorita.

  • Minha mãe foi dianosticada ha 16 anos passou por todas as fases e evolução da doença, hoje vive acamada não fala nem se vira na cama alimento-a através de mamadeira pego nos braços feito bb troco fraldas o dia inteiro e a troco de posisão de 2 em 2 horas para evitar as escaras muito dificil, hoje vivo em função dela. Ela é quarta dos irmãos um medico me disse que provavelmente eu e meus irmãos desevolva a doença também.

    • Maria, nossas lutas são bastante parecidas. Minha mãe também já passou todas as fases da doença de alzheimer. Para complicar o quadro, há 07 anos atrás teve fratura de fêmur e nunca mais andou. Os piores momentos foram as crises de agitações e delírios, onde eu tive que presenciar tudo. O cuidador de idoso com essa doença precisa de apoio moral e psicológico, é um segundo doente. No início da doença eu quis ser uma super herói, assumi os cuidados sozinha, mas acabei ficando muito afetada emocionalmente. Hoje como a sua ela está acamada e eu cuido dela 24 horas. Não sei se ela sabe quem sou, mas é reconfortante ter a presença física e espiritual dela comigo. Um abraço e que o Pensamento universal presida nossas vidas.

  • Meu pai tem 85 anos, com ótima saúde física, foi diagnosticado a mais ou menos 2 anos, por causa de um déficit de memória, gostaria de sugestões de atividades para realizarmos com ele. Ele é calmo, sereno e tranquilo, como sempre foi, não mudou em nada, não apresenta depressão, é totalmente independente, realiza tudo de forma bem correta, mas sua memória recente não é boa. Ele fica um pouco quieto, mas nunca foi de falar muito, compreende os comentários que fazemos, ou piadas que contamos, e ri muito, demonstrando alegria, gosta de cantar e assobiar músicas da igreja, pois sempre fomos evangélicos. Li sobre a musicoterapia e fiquei muito animada, mas não sei como agir, por isso gostaria de ajuda neste sentido. Além de ser acompanhado por um excelente geriatra que é especialista em memória é também atendido por uma fisioterapeuta que o ajuda na parte física e cognitiva. Desde já agradeço a colaboração e atenção.

  • Pessoal, vejam um documentário chamado “Alive Inside”, tem completo no youtube… lá há vários exemplos de como a música ajuda no Alzheimer e em outras demências! É muito emocionante, e eu recomendo – ASSISTAM! Estou passando pelo problema pela segunda vez, na primeira foi com a minha avó, e agora com meu tio, filho dela… Temos que estar preparados, psicologicamente, eu sei que é difícil e assustador, mas eles dependem de nós, então temos que estar fortes para dar a eles a melhor qualidade de vida possível! Um beijo e boa sorte a todos!

  • Minha mãe tem o diagnóstico há 4 anos e ainda está muito presente e ama cantar e dançar
    mas é uma barra quando quer se comunicar e não encontra as palavras.. mas com amor
    e paciencia , conseguimos adivinhar e quando não, tento mudar o foco …

  • A minha adora musica. Hoje ela quase não fala, mas quando começamos a cantar com ela, ela começa a emitir sons, tentando acompanhar o ritmo.

  • Fiquei muito feliz em saber nossos idosos portadores de alzheimer tem condições de lembrar de músicas que marcaram sua vida. Sou estudante de enfermagem do nono semestre vou apresentar tcc sobre sobrecarga do cuidador de idoso com doença de alzheimer. Gostaria se alguém poder enviar alguma coisa sobre o tema vou agradecer. Obrigado!

  • Minha Mae tbm tem esse diagnostico,ha tres anos hj ela ja se encontra mto esquecida,mas qdo conto agumas historias da vida dela ela nem se lembra ,e qdo coloco cancoes antigas ela fica contente.As vezes fk triste pois ela so tem 57anos .

  • A minha mãe tem Alzheimer e esqueceu o nome de todos os parentes . Tenho costume de por música para ela se distrair e notei que uma música do Tom Jobim que botei instrumental, ela cantou a letra da música normalmente.

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